quarta-feira, 17 de março de 2010

Acredite: mau hálito tem cura!


Se a medida fosse a hora de despertar, 100% das pessoas teriam mau hálito. Porém, essa doença é mais comum do que se pensa e pode causar transtornos para a vida social, profissional e afetiva do paciente.

As pessoas que têm um mau hálito constante, não percebem seu próprio hálito. Somente as pessoas que têm períodos de halitose e períodos de normalidade conseguem percebê-lo. A maneira mais simples de identificar o mau hálito é pedir a uma pessoa de confiança ou a um cirurgião dentista que faça essa avaliação para você. Existe um aparelho para medir e avaliar o potencial de halitose.

O mau hálito da manhã é considerado fisiológico. Ele é causado pela queda da taxa de açúcar no sangue, pela redução do fluxo salivar durante o sono e pelo aumento da flora bacteriana que atua sobre a mucosa da boca e sobre proteínas da saliva, gerando componentes de cheiro desagradável. Depois da escovação dos dentes e do uso do fio dental e após a primeira refeição (café da manhã), a halitose matinal deve desaparecer. Caso isso não aconteça, podemos considerar que o indivíduo tem mau hálito e que este precisa ser investigado e tratado.

Os estudos mostram que 96% dos casos de halitose são causados pela saburra da língua. Saburra é esbranquiçado ou amarelado, que adere à língua, e equivale a uma placa bacteriana em que os principais organismos presentes produzem componentes de cheiro desagradável . Mas não há uma única causa para o mau hálito. Existem casos de lialitose tanto por razões fisiológicas, que podem ser corrigidas apenas com orientações, mas também há o mau hálito causado por doenças como diabetes, uremia, prisão de ventre etc. E por problemas relacionados à boca, como feridas cirúrgicas, cárie e doença periodontal.

O mau hálito não vem de problemas estomacais, apesar de ser muito comum pacientes com gastrite terem mau hálito. A formação da saburra propicia também a instalação e a proliferação de microrganismos que causam doenças pulmonares, da garganta e periodontais.

O uso de chicletes melhora o hálito, porque age como um mascarado do hálito e porque aumenta a salivação.

Quando o mau hálito acontece só de vez em quando, a higiene bucal e da língua bem feitas, a estimulação da salivação sem o uso de medicamentos, através de balas sem açúcar, gomas de mascar, gotas de suco de limão com um pouco de sal, ou, mais eficientemente, com uma ameixa japonesa condimentada, conhecida como "umebochi", podem resolver. Muita atenção à alimentação, que deve ser levem em proteína, gordura, condimentos e alimentos de cheiro carregado. Também é importante a alimentação a base de carboidratos a cada quatro horas, além da ingestão de água.

terça-feira, 16 de março de 2010

PREVINA-SE CONTRA O CÂNCER DE BOCA


O câncer de boca e faringe é o quinto tipo de câncer mais comum no mundo e são computados como responsáveis por 5% de todos os casos de óbitos entre todos os tipos de câncer, em todo o mundo. É duas vezes mais comum em homens do que em mulheres. Dependendo do estágio diagnosticado, a sobrevida é estimada em 5 anos, para 30% a 80% dos casos.

As causas do câncer de boca e faringe são o uso do fumo, do álcool, microorganismos, nutrição inadequada e traumas constantes no mesmo ponto têm sido associado com câncer da mucosa da boca, porém não há evidência que dentaduras bem adaptadas possam causar câncer.

As condições precárias de higiene, a presença de dentes quebrados, raízes, tártaro e as próteses inadequadas ou em más condições também podem contribuir para o surgimento do câncer.

O câncer de boca é a única doença letal que o dentista pode diagnosticar ou prever. O maior problema para o diagnóstico do câncer oral,é o fato de que pequenas lesões que são mais facilmente tratadas, geralmente não apresentam sintomas e por este motivo o paciente estará desatento para a sua presença.

O auto-exame para o câncer bucal é relativamente simples. Diante do espelho, com uma boa iluminação, apalpe todas as estruturas bucais e do pescoço. Durante o auto-exame, os principais indícios a serem observados são: feridas que permanecem na boca por mais de 15 dias, caroços (principalmente no pescoço e embaixo do queixo), súbita mobilidade dental, sangramento, halitose, endurecimento e ou perda de mobilidade da língua. É importante frisar que a dor pode ser um sinal de lesão avançada.

A prevenção e o diagnóstico precoce podem ser realizados pelo cirurgião-dentista através de exame clínico; afastamento dos fatores co-carcinógenos; diagnóstico e tratamento das lesões que podem evoluir para o câncer; exames complementares, como a biópsia e citologia esfoliativa e orientação e estimulação ao auto-exame.